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Foco na Biodiversidade

Em 1986 a Usina São Francisco S/A, proprietária da marca Native, em parceria com a Usina Santo Antonio S/A, deu início a um programa de reflorestamento com árvores nativas brasileiras.

 

Os objetivos principais do projeto são a criação de ilhas de biodiversidade integradas às áreas de cultivo, a proteção dos recursos hídricos e a criação de condições para a multiplicação da vida selvagem. Um ano depois, a iniciativa culminaria no Projeto Cana Verde.

 

As usinas São Francisco e Santo Antônio, pertencentes ao Grupo Balbo, mantêm um viveiro com capacidade de gerar milhares de mudas por ano. As espécies multiplicadas são essências florestais nativas brasileiras, e cada espécie é plantada de acordo com suas aptidões. Mais de um milhão de árvores nativas já foram plantadas em centenas de hectares.

 

As áreas prioritárias para reflorestamento são as que margeiam cursos d'água, lagos e aquelas inseridas em áreas de maior interesse ecológico, como as várzeas, que são criatórios de peixes, aves, mamíferos e outros. Hoje, as áreas mais antigas já formam maciços florestais de considerável porte.

 

Ao colocar em prática as premissas de uma produção agrícola orgânica, associadas ao estabelecimento de ilhas de biodiversidade, a Native criou condições de vida para muitas espécies que não sobrevivem em plantios tradicionais.

 

O manejo agroecológico desenvolvido no Projeto Cana Verde, caracterizado por atividades como a manutenção de cobertura vegetal viva ou morta durante quase todo o ciclo produtivo e a utilização de defensivos e adubos orgânicos, permite a proliferação de muitas espécies de insetos e outros artrópodes, fungos e microrganismos benéficos aos canaviais. Essa microfauna forma uma base alimentar consistente, num ambiente relativamente tranquilo: os canaviais são colhidos uma vez ao ano propiciando o estabelecimento de uma sofisticada e intricada teia alimentar de vertebrados superiores. Assim os animais maiores, aves, répteis, anfíbios ou mamíferos, mudam-se para o canavial ou sua proximidade porque ali encontram alimento.

 

Para inventariar a estrutura dessa teia alimentar, sua relação com os canaviais e o equilíbrio entre espécies, a Embrapa Monitoramento por Satélite coordenou um estudo, entre 2002 e 2003, com uma equipe de pesquisadores de diversas instituições nacionais, cujo foco principal eram os mamíferos e aves.

 

Posteriormente, a partir de 2006, iniciou-se um segundo estudo, com foco em répteis e anfíbios.
Até o começo de 2008, realizaram-se 1.474 expedições de pesquisa, que constataram que os canaviais orgânicos propiciam condições de vida a uma diversificada lista de espécies nativas, sem interferência na produtividade da cana.